Seção(ões): Colunas, Mestre Cervejeiro
Publicado por Mestre Cervejeiro em 16/Apr/2008 às 16:28hrs

Quando eu estava na minha primeira faculdade, a inexperiência, juventude e liberdade recém conquistada no bar da esquina e a turma de amigos na mesma condição, eram a mistura perfeita para que aulas fossem matadas em busca do “néctar sagrado”. Beber cerveja era algo que fazíamos por pura vontade de ficar bêbado. O medo de ficar muito bêbado ou de ter outros problemas, nos afastavam do consumo excessivo de água-ardente, porém, a cada vez que assentávamos àquelas mesas, éramos capazes de empilhar vários engradados de cerveja.

Nessa fase nossa motivação não era o prazer em beber cerveja, mas sim, simplesmente ficar bêbado. Isso mesmo. Neste caso, a maioria das cervejas serviria e quanto mais baratas fossem, melhores seriam, já que a busca em quebrar recordes era incessante. Bebíamos Skol, a cerveja da moda à época, e depois de um tempo Brahma. Com o passar do tempo nosso paladar foi se refinando… Da Skol fomos pra Brahma, depois Original e Bohemia, a maioria dos meus amigos ficou por ai.
Tanto a maturidade quanto a experiência nos fizeram procurar cervejas melhores, mais saborosas, mais encorpadas, com sabores diferentes, etc. Enquanto a ordem era beber até cair, pouco nos importava o que bebíamos, desde que o gosto não fosse muito ruim, qualquer cerveja gelada servia. E quanto mais gelada, melhor era, já que isso diminuía o gosto ruim do que bebíamos.
Hoje eu não bebo com o objetivo de ficar bêbado, isso é uma algo que muito raramente acontece. Opto por cervejas mais encorpadas, com sabores mais marcantes e que combinem com o que estou comendo ou com o clima. A necessidade da cerveja estar ultra gelada também não existe mais. Estar entre 5 e 3 graus é possível se refrescar e sentir todo o gosto proporcionado pela bebida, menos que isso o gosto começa a desaparecer.

As cervejas que procuro beber nem sempre são baratas, mas pelo simples fato de eu buscar o prazer do sabor e não quantidade isso não me incomoda em nada. A que mais bebo é a Eisenbahn, feita em Blumenau/SC, com preferência pela Eisenbahn Weizenbier, que é feita de trigo ou a Eisenbahn Rauchbier, que é feita a partir de cereais maltados defumados.

Se comparada com as cervejas industrializadas por grandes marcas, como Skol, Brahma, etc, uma Eisenbahn custa o dobro do preço. A garrafa de 355 ml de Weizenbier custa, aqui em São Paulo, R$2,99 no supermercado, o mesmo preço ou pouco mais barato que as garrafas de 600ml das marcas mais consumidas.

Caro? Talvez. Eu não acho. O excelente sabor de uma cerveja como essa me faz optar por beber não mais que duas, três garrafinhas, enquanto se estivesse bebendo uma Original, da Antártica, eu provavelmente estaria bebendo muito mais. Pelas contas da época eu beberia cerca de 10 garrafas, o que sairia mais caro, seria menos prazeroso, causaria dor de barriga no dia seguinte e ainda custaria mais caro que as 3 garrafinhas de hoje.
Faça o teste, experimente trocar a sua cerveja “amarelo transparente”, por uma de cor âmbar, mais encorpada. Claro, gosto não se discute, só o gosto ruim!
Num próximo post falaremos sobre o processo de fabricação, e por que as cervejas tem cores e sabores diferentes.
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Dono do Bar balbuciou no dia 16/Apr/2008 às 16:37
O início é sempre esse. Beber pra cair, pegar mulher e tudo mais.
O tempo passa e o paladar fica mais aguçado. Hoje eu gosto muito da Erdinger. Aquela garrafa e aquele copo são sensacionais.
Belo post meu nobre.
Raquel Camargo balbuciou no dia 16/Apr/2008 às 16:42
Foi com o mestre cervejeiro apocalyptico que eu conheci algumas cervejas. Essa bebida nunca foi meu forte (sempre preferi cuba e tal!), mas até que nas idas ao Frei Truck ele me apresentou alternativas. Acho que minha birra é com as chamadas “cervejas industrializadas”
![]()
Gustavo Cardoso balbuciou no dia 16/Apr/2008 às 16:51
Pois é, todos já passamos por essa fase de beber até cair e consumir seja lá o que for, desde que gelado. alguns nunca saem dessa fase, mas eu já saí faz um bom tempo.
Hoje, também prefiro a busca por um melhor sabor e prazer. Adoro Bohemia Weiss, inigualável. Essa que você disse que toma eu nunca tinha visto e vou procurar aqui em Bauru para ver se encontro. Cervejas bock também me agradam muito e, no frio, são insuperáveis.
Um abraço!!!
Lien balbuciou no dia 16/Apr/2008 às 16:54
Pô, a cerveja da Eisenbahn é muito boa. Mas o chopp dela que é realmente maravilhoso, especialmente a Pale Ale.
O pint em Curitiba custa uns 6 reais. Não é nada caro levando em consideração que um pint de Brahma chopp custa 7 reais em alguns locais aqui no Rio… Tá valendo.
Foda é que o chopp não tem por aqui =/
Doufer balbuciou no dia 16/Apr/2008 às 17:00
Já dizia a música:
“Ô vô bebê pra isquecer meus pobrema..”
Pra min beber ajuda a se desligar dos compromissos e fazer uma social com os amigos/família. Quando o exagero começa a brincadeira geralmente perde a graça…
Marcus Silva balbuciou no dia 16/Apr/2008 às 17:00
Com certeza até hoje bebo por beber, mais em algumas situações; misturo um “iscoti” e tal, vira aquela coisa sem controle e pronto! Em outras vezes em casa antes pra abrir o apetite ou em companhia que nao seja “pra farra” bebo saboreando, é nessas situações que conheço outras bebidas… tudo com moderação.
Guilherme Nascimento Valadares balbuciou no dia 16/Apr/2008 às 17:03
Eisenbahn rules!
Dono do Bar balbuciou no dia 16/Apr/2008 às 18:31
Depende do exagero Doufer. Às vezes é legal, principalmente numa formatura da vida. Essa é a época que você quer morrer, bebemorar e foda-se o resto.
Vou correr atrás dessa cerveja. Parece interesasnte ![]()
Bruno Lemos balbuciou no dia 16/Apr/2008 às 20:51
Raquel, esse Frei Tuck é o de BH ou existem mais espalhados pelo mundo? heheh
Moro do lado do Frei Tuck de BH…sempre tive vontade de tomar umas cervejas diferentes lá, mas ainda não tive a oportunidade de ir lá!
Só recentemente eu adquiri esse gosto pra apreciar uma cerveja…mas que de vez em quando é bom tomar umas pra ficar chapado, é sim! haha Ainda mais que acho muito dificil ficar chapadao com cerveja, entao nos caso de churrascos…vc vai bebendo a tarde inteira, fica de fogo, mas não á vexame (na maioria das vezes!)
Agora..memorável foi uma formatura que fui com Bohemia na faixa…deus do céu…chapei!
Mauricio balbuciou no dia 16/Apr/2008 às 21:47
R$ 2,99? Aqui no Rio (no Zona Sul do Flamengo, perto da minha casa), só encontro a Eseinbahn por preços que variam entre R$ 4 e R$ 7! E a Baden Baden, outra maravilha nacional, bate perto de R$ 13 (garrafa de 600ml). E é daí pra cima (a Krombacher Pils está a R$ 7, garrafa de 350 ml). Aqui é difícil beber boas cervejas, a menos que sua renda seja um pouco mais alta do que a minha. Mas vou levando, de garrafinha em garrafinha.
Yanvedder balbuciou no dia 17/Apr/2008 às 1:22
BOm, parei de beber até cair, agora bebo ateh ficar bambo mais cair não
aeuhaeuahuehahe
mas eu amo uma cerveja melhorzinha, como nos bares que eu visito quase sempre a melhor é a boehmia, opto por ela…
ultimamente to bebendo muito caipirinha de cerveja… de preferencia com boehmia e pinga de minas ou então uma bela orloff….
Mestre Cervejeiro balbuciou no dia 17/Apr/2008 às 10:33
Olá Bruno,
Sim o Frei Tuck é o de BH, e acredito eu só existe ele, o Luiz, até onde sei, não tem filiais espalhadas mundo a fora.
Em alguns casos, pra mim muito raros, realmente bebemos para ficar bêbados, ou melhor afogar as mágoas, ficar alegrinho, esquecer alguns problemas, etc… mas ainda assim não é até cair, nem ficar bambo. hehehe!
Mestre Cervejeiro balbuciou no dia 17/Apr/2008 às 10:35
Yanvedder,
Boehmia é minha escolha quando não há uma cerveja ‘artesanal’ para beber, ou alguma clássica. Original também é uma boa pedida, mas eu ainda prefiro uma boehmia, ainda mais pela possibilidade de variar, hora uma pilsen, hora uma weiss, e a excelente abadia, ou confraria como é chamada.
Mestre Cervejeiro balbuciou no dia 17/Apr/2008 às 10:43
Mauricio,
não conheço o mercado carioca de cervejas, depois que atingi idade suficiente para beber em qq lugar, só estive ai uma vez, e tudo que bebi foi tequila, que me derrubou, de verdade.
Existem outras excelentes cervejas, que talvez aí, estejam mais em conta, como a Therezópolis. Pelos preços que você citou, talvez valha à pena optar por uma Paulaner, ou uma Erdinger, e até mesmo uma Weinstephaner, que é considerada uma das mais antiga do mundo em fabricação até hoje, em produção desde 1040. Essas cervejas em BH, nos bares, variam entre R$13 e 16R$, garrafas com 500ml servidas individualmente.
Natalya balbuciou no dia 17/Apr/2008 às 11:05
Não curto cerva… mas as vezes… ^^
;*
Bruno Lemos balbuciou no dia 17/Apr/2008 às 11:09
Mestre Cervejeiro,
Bacana ver um belo horizontino postando num blog de respeito (auhauhauha), certamente você deve conhecer bem os butecos de BH!
Tô morando aqui há apenas 2 meses, ainda vai demorar até eu conhecer tudo, mas tô achando a noite dessa cidade espetacular!
Demorou pra fazer um especial “Butecos de BH” no blog! hehehe
Abraço
Dono do Bar balbuciou no dia 17/Apr/2008 às 11:15
Erdinger é o que há.
E sim, o mercado de cervejas aqui no Rio é um pouco caro. Nos mercado você consegue algo num preço, digamos aceitável, mas ainda um pouco caro.
Por enquanto fico na Bohemia Escura ou a Confraria, que é sucesso também. ![]()
Felipe Cypriano balbuciou no dia 18/Apr/2008 às 9:13
Eu acho que pulei a fase de beber até cair. Sempre bebi porque gosto do sabor. Claro que as vezes passar um pouco do ponto é legal, minha formatura foi massa!
Outro dia tava no supermercado (Carone de JP em vitória) e tinha uma prateleira com praticamente todas as cervas citadas aqui, fiquei de voltar la outro dia pra compra. Depois desse post não vai demorar nada pra fazer isso.
Dono do Bar, o dia do BlogCampES que você comprou uma Bohemia Confraria e eu perdi a chance de experimenta-la. Qual a diferença dela? É melhor que Weiss ou Erdinger?
Dr. Lovezinho balbuciou no dia 18/Apr/2008 às 11:10
Caros amigos do PdB,
lendo esse post eu fiquei com uma injava muito grande vcs que moram no sudeste do país porque vcs têm uma diversidade pra escolher melhores cervejas. Aqui no NE a variedade fica apenas nas marcas mais conhecidas nacionalmente com Skol, Brahma, Antártica, dentre outras.
Como a variedade não é tanta, tenho que fazer o nosso amigo disse no início do post, bebo até não aguentar mais, eu e meus amigos tomamos muita cerveja (apesar de ainda ser um mero iniciante, se comparar com o resto da turma).
Pra finalizar, gostei bastente do site. Até o presente momento ainda não tinha acessado, mas agora que tô meio zoado (meio bêbado) resolvi dá um breve acessadazinha porque a cerva me espera!!
Dr. Lovezinho, aprendiz de consultor amoroso e grande cervejeiro nas horas vagas
Jovas balbuciou no dia 18/Apr/2008 às 17:59
@ Dr. Lovezinho
Também não é assim. Moro no Nordeste, mais precisamente em Aracaju/SE, e consigo achar tranquilamente em supermercados cervejas mais “diferentes”, digamos. Atualmente tô bebendo diversas diferentes e não tão caras. Nesse post do meu blog, que fiz em apoio ao meme “Este Blog é Feito com Cerveja”, falei de uma cerveja gringa que fiquei fã.
Às vezes não são tão comercializadas, mas estão por aí. Procura que acha. =)
de Sá balbuciou no dia 18/Apr/2008 às 19:18
Ah, todo mundo começa a beber pra ficar bêbado… mas com o tempo passa a apreciar…
é claro também que com cervejas mais caras você acaba bebendo menos e não ficando bêbado… a vantagem também é que não acontece o mesmo que com as mais bartas, sempre dá pra beber mais uma, aí fica bêbadao e você gasta todo o seu dinheiro, incluindo a passagem de volta pra casa!! AUhAUhAuaHuHAUHAuHAUaUahu…
Mas a vida é isso, beber, cair e levantar (e parender alguma merda com isso tudo).
Vaeiou balbuciou no dia 18/Apr/2008 às 20:30
Hipocrosoa pra q? Eu bebo até cair.
Vaeiou balbuciou no dia 18/Apr/2008 às 20:30
Hipocrisoa pra q? Eu bebo até cair.
Vaeiou balbuciou no dia 18/Apr/2008 às 20:31
Hipocrisia pra q? Eu bebo até cair.
E olha q eu bebi uma long neck até agora…
Dono do Bar balbuciou no dia 22/Apr/2008 às 15:04
Este último caboclo não estava puro não na hora de comentar.
E sobre o NE, desconheço Dr. Lovezinho, se o mercado é fraco e tudo mais. Mas sempre se acha alguma coisa ![]()
André balbuciou no dia 29/May/2008 às 16:11
Caros colegas…
Sempre fui um assíduo consumidor de cervejas, a pouco mudei para Blumenau-SC, e pude constatar o que o post fala, realmente toda a linha da Eisenbahn estão acima dos padrões.
A minha favorita, com certeza é uma vinda de Pomerode-SC (cidade vizinha), creio que bem desconhecida no restante do Brasil, mais bem conhecida na região, chamada Schornstein.
Caso queiram conhecer, segue o link:
http://www.schornstein.com.br
Abraços a todos!
Dono do Bar balbuciou no dia 30/May/2008 às 2:12
boa andré. mais uma pro hall de apreciação do PDB ![]()
Os tipos de cerveja » Papo de Bêbado balbuciou no dia 02/Jun/2008 às 18:33
[...] primeiro post, sim atrasado este, infelizmente, prometi falar sobre os tipos de cerveja. Tarefa difícil, existem [...]
Nossa Loira mostra à vocês algumas imagens selecionadas por ela, que tenha algum tipo de bebida como destaque. Vale o clique.
Dr. Scotch explica o que é um Scotch Bar e conta um pouco da história da Escócia. E jura de pé junto que não são bares dele.
Nada como encontrar os amigos e tomar umas boas cervejas não é? Nosso Mestre conta como foi um desses encontros.
Jack Tequila mostra sua cara, mostrando sua identidade e explicando sua origem.
Ávido comenta sobre uma das maiores dificuldades dos adoradores de vinho: Que tipo de alimento combinar com Vinhos.
Nosso nobre Boris explica o que é a Síndrome de Korsakov, que parece nome de russo ou de uma vodka, mas não é. Cuide-se para não chegar nesse nível.
Jeremy conta para nós a sua inusitada experiência de inalar uma boa cachaça dentro de um Narguilé.Confira
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