O que lhe falata em dedos sobra em disposição para uma boa degustação agressiva de cerveja. Cervejeiro, whiskeiro, vodkeiro e mulherzeiro, adora teorizar sobre as coisas que consome. E sabe apreciar as coisas boas e virar tampando o nariz as coisas ruins.
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Diz-se por cerveja qualquer bebida alcoólica produzida pela fermentação de matéria com amido, derivada de cereais ou de outras fontes vegetais. Em termos históricos, a cerveja era já conhecida pelos sumérios, egípcios e mesopotâmios, desde pelo menos 4000 a.C. Como os ingredientes usados para fazer cerveja diferem de acordo com o local, as características (tipo, sabor e cor) variam amplamente.
A cerveja é de fraco teor alcoólico, vai de 0 a 8,5 graus. No entanto existem algumas excepções que podem ultrapassar os 8,5 graus.
Como existem diversos tipos de cerveja, com seus diferentes processos finais, vou abordar aqui os passos básicos, ou genéricos, por assim dizer.
A cerveja é fabricada a partir de: água, cevada (que faz o malte), lúpulo, levedura, açúcares e em alguns países adiciona-se arroz ou milho.
A qualidade da água tem grande importância. Cada tipo de cerveja exige uma determinada composição. Mas hoje em dia, por ser fácil adquirir o tipo de água pretendido, não é necessário colocar as fábricas junto das nascentes.

O malte utilizado na fabricação da cerveja deriva de um tipo especial de cevada, chamada dística. O malte também pode ser feito de trigo, arroz, milho, aveia e centeio, dependendo do tipo de cerveja.
O lúpulo é uma planta da mesma família da batata. Esta cresce muito depressa chegando a atingir 30 cm por dia. Para a fabricação da cerveja apenas se utiliza a flor feminina da planta, que cede uma resina de cor de ouro, aromática, de delicioso amargor.
A levedura é uma planta/fungo cultivada nas próprias fábricas, em instalações e condições especiais. Tem a função de transformar o açúcar da mistura em álcool e gás carbônico. Contém, entre outras, vitamina B. É um depurativo e um reconstituinte poderoso.

O açúcar, o arroz ou o milho intervêm em reduzida percentagem, com a finalidade de estabelecerem outros tipos especiais de cerveja.
O açúcar é utilizado especialmente na cerveja preta, em forma de caramelo para lhe transmitir a cor pretendida.
Do arroz apenas se utilizam os grãos partidos provenientes do descasque e do polimento do arroz.
O milho é um cereal com cerca de 4% a 5% de matérias gordas, quantidades de gordura que seriam altamente prejudiciais à qualidade da cerveja. Assim, em fábricas próprias são separados os germens dos grãos de milho, muito ricos em óleo, os quais se extraem por pressão.
O resto dos grãos é reduzido a farinha por meio de uma moagem grosseira, dando origem ao que se chama a “Gritz de Milho” e é utilizada para evitar as turvações na cerveja.

São basicamente nove fases:

A cevada se transforma no malte depois de submetida às seguintes operações: limpeza; seleção; calibragem; pesagem; lavagem e molha; germinação; suspensão da germinação em estufa; desgerminação (ou corte das radículas); estufagem (à temperatura mais ou menos alta segundo os tipos de cerveja a obter).

Depois de misturar água ao malte e obter-se o mosto, adiciona-se o lúpulo. Este, além de transmitir o sabor amargo à cerveja, também da maior resistência aos microrganismos indesejáveis graças ao poder anti-séptico, abre o apetite e fortalece o sistema nervoso. Normalmente usa-se de 100 a 200 gr de lúpulo, para cada hectolitro de cerveja.

Após a adição do levedo, a fermentação decorre em duas fases:
A cerveja é filtrada através de filtros especiais e entra nos tanques de enchimento.
É submetida à pasteurização a cerveja que não se destina ao consumo imediato, como no caso da cerveja em garrafa.
A cerveja de barril normalmente também é pasteurizada embora seja de consumo quase imediato.
A pasteurização consiste num aquecimento rápido em que se mantém por alguns minutos a temperatura de 60º.
Este processo destrói os poucos germes das leveduras que eventualmente chegam à fase de engarrafamento.
Agora é só correr pro bar. Ela vai estar lá te esperando!
O que lhe falata em dedos sobra em disposição para uma boa degustação agressiva de cerveja. Cervejeiro, whiskeiro, vodkeiro e mulherzeiro, adora teorizar sobre as coisas que consome. E sabe apreciar as coisas boas e virar tampando o nariz as coisas ruins.
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Arvro balbuciou no dia 29/Nov/2008 às 12:00
Texto foda, e imagens melhores ainda! Muito bom!
Moisés balbuciou no dia 29/Nov/2008 às 12:33
Uma vez tive um professor de historia que contava a historia do mundo, atraves de 6 bebidas..e a Cerveja era a primeira, pq é a mais antiga de todas, e conta toda a Pré-Historia..
quando eu achar sobre as outras, posto aqui
Gustavo Braga balbuciou no dia 29/Nov/2008 às 13:47
Tipo de informação que me faz lembrar o motivo de eu não ter uma cervejaria. Levaria ela a falência no primeiro dia (sozinho)!
Luiz. balbuciou no dia 06/Dec/2008 às 18:21
*moises,
fiquei curioso, se vc puder, posta ae
Gelbinsky balbuciou no dia 21/Jan/2009 às 19:27
Moises, a parada é a seguinte: tem um livro, “História do Mundo em 6 Copos”, do Tom Standage, Editora Jorge ZAHAR, em que o cara conta isso aí mesmo, o que diz o título. Stange é editor de tecnologia da “The Economist” e mostra a caminhada da humanidade desde o desenvolvimento da escrita até a globalização. Com isso ele percorre a cerveja (desenvolvimento da escrita), o vinho (a filosofia dos gregos), os destilados (o Novo Mundo), o chá (a queda do Império Britânico), o café (progresso científico) e a coca-cola (globalização). Parece meio chato mas depois que vc pega o livro não quer mais largar até acabar.
Geane balbuciou no dia 24/Sep/2009 às 13:19
ADOReiii…ME SALvoOo
pra mINHA Feira de ciÊncias
Marcelo Cubis balbuciou no dia 19/Nov/2009 às 8:36
Ola´, muito boa a descrição dos processos, mas discordo do título. Acho que deveria ser: “cerveja, faça em casa”. O movimento dos Homebrews (cervejeiros artesanais) é muito difundido no cenário internacional e vem ganhando força no cenário nacional tambem. E digo mais, quem sabe apreciar uma boa cerveja acaba por optar pelas cervejas artesanais. Existem diversas confrarias, denominadas ACERVAS (associação dos cervejeiros artesanais), onde nos reunimos para trocar informações sobre a produção de cerveja artesanal.
Quer uma cerveja bem feita? Faça você mesmo…
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