Seção(ões): Colunas, Sr. Ávido di Vino
Publicado por Sr. Ávido di Vino em 06/Jun/2008 às 16:52hrs

Fala galera, inicio meus posts sobre vinho com o principal assunto para todos os adoradores de vinho, não sóno Brasil, mas no mundo inteiro. A degustação.
E para começar a aprender a degustar um bom vinho deve-se começar pelo básico.
Para bem degustar um vinho há que utilizar todo os nossos sentidos, aprendendo a interpretar um vinho e tirar prazer dele em todos os sentidos.

O primeiro a ser utilizado é a audição. Tradição que acompanha o “brinde” até os dias de hoje. A Audição é utilizada no momento em que abrimos uma garrafa de espumante. E, portanto deve ser a primeira a ser explanada. O ruído liberado por um bom espumante dá-nos a primeira impressão a seu respeito. Cria a expectativa em relação à quantidade e diz-nos se devemos esperar muito ou pouco. Podemos mesmo ouvir o leve ruído provocado por uma garrafa de lambrusco, ou ainda a pressão da olha frente a um vinho verde, ou a grande explosão tão comum aos espumantes franceses, ou mais intermediário quando se trata de um cava espanhol, entre outros. Deve ter em conta também o ligeiro ruído que os espumantes franceses fazem ao cair na taça (flûte), mais ou menos prolongado, devido a sua quantidade.

Seguimos para a visão onde apreciaremos a cor do vinho, seja um ruby ou uma tinta-da-china, cores tintas, ou um belo dourado chardonnay, quem sabe um límpido alvarinho, ainda. Algumas vezes veremos bolhas, que devem ser finas e persistentes, caso sejam de boa qualidade. Veremos suas nuanças contra um fundo branco, notando sua limpidez, seu brilho, seus reflexos violáceos ou quem sabe sua cor já acastanhada, já a espera de ser devorado. Verás a aura do vinho.

Inspira lenta e pausadamente, para que nenhum aroma te impressione mais que outro os sinta a todos com calma e leveza, a fim de não deixar escapar entre pressas, quem sabe te lembrarás de frutos maduros quase de infância, talvez aromas mais minerais, ou ainda aromas amadeirados, e sem pestanejar ou conhecer a madeira em si, saberás sua proveniência, reconhecendo o cheiro do terroir donde vieram as uvas deste mosto de tempos atrás. Neste funil que criaste para isso notas suas nuances antes de prová-lo. Ergues a taça.

Girando a sentido horário observa um pouco mais. Antes seguiras a ver seu halo aquoso, as lágrimas que correm a dizer-lhe quanta fluidez encontrarás no néctar, quando demorar a chorar, ou não, já saberás muito a respeito do que te espera. Inspira, sentes os aromas que, timidamente, esconderam-se de si antes da primeira vez, ganhando intimidade consigo apenas agora. Sorria, descobriste um segredo preso numa garrafa há possivelmente muitos anos.

Prova. Deixa que uma pequena parte o vinho desenrole por si, uma mínima quantidade de ar atreve a deixar passar, enquanto sentes a temperatura ideal, sentes os taninos que atacam com alguma força, aveludando o palato, exigindo que tenhas em mente o quão prazeroso este acto pode ser. Jamais leviano. Sentes o doce, talvez salgado, o ácido adstringente talvez, o álcool inevitável e indispensável, pressiona o vinho sob o céu, ampliando algumas características ainda não descobertas.
Expira. Deixando alguns dos aromas mais atrasados virem a tona, sentes o gosto do que tens a boca, o retrogosto, “lentamente, não mais que lentamente“. Prova com cautela.
Sorria se for bom. Como dizia Herótodo:
A vida é curta para beber mau vinho
Um abraço e até a próxima.
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SilasCo balbuciou no dia 06/Jun/2008 às 23:58
realmente quem escreveu entende de vinhos. O texto foi muito poético e lindo, mas poderia ser mais técnico ou até mesmo científico da próxima vez? (ou seja, uma vez na vida postar sem beber hehe)
não sei se é a embriaguez, mas não entendi a frase de Herótodo
Sr. Ávido di Vino balbuciou no dia 07/Jun/2008 às 14:07
SilasCo
Ok. Vou lembrar-me deste ponto em futuros artigos. Esteja a vontade para enviar-me um e-mail em qualquer dúvida a qual possa esclarecer-lhe.
Sr. Ávido di Vino balbuciou no dia 07/Jun/2008 às 14:09
Reza a lenda que Herótodo quando escreveu esta frase estava a acordar de um porre que tinha tomdo com sangue de boi ( lê-se sang di Boá). Chegou a esta mágica conclusão.
Dono do Bar balbuciou no dia 08/Jun/2008 às 23:38
sangue de boi… medo desse vinho… eh ruim e jah tomei porre dele. nao recomendo e talvez por isso que o herótodo falou o mesmo
ótimo artigo ávido. superou o do whisky ![]()
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