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Dr. Beer

Dr. Beer tem 27 anos e natural de Curitiba-PR. É jornalista formado na PUC-PR e atualmente é instrutor de informática. Adota a alcunha de "Dr-Beer", desde dezembro de 2007, quando o blog homônimo www.dr-beer.blogspot.com entrou no ar.

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14 May

Dr. Beer: Detalhes sobre os termos usados

Seção(ões): Dicas, Sugestões e Novidades, Reviews e Degustações

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Caros leitores.

Pouco após iniciar os trabalhos em meu beerlog, em dezembro de 2007, percebi que minhas análises estavam um tanto quanto superficiais, sem muito conteúdo e pouco padrão na confecção das mesmas. Vasculhando um pouco, descobri um formulário de análise, nos quais quatro itens básicos são considerados: aroma, aparência, sabor e paladar.

Aroma da cerveja

A categoria AROMA é subdividida em outras quatro: malte, lúpulo, levedura e miscelânea. Dentro de cada uma, os subaromas que cada subcategoria pode gerar. Não vou listar todos aqui, dada a grande quantidade. Apenas a título de curiosidade, no entanto, citarei exemplos de cada uma.

As Porter e Stout, por exemplo, são notórias por apresentarem a constante presença de café no aroma, sendo essa uma característica da categoria MALTE. No lúpulo, a presença cítrica de laranja, lima, ou limão pode surgir. No levedo, pode ser sentida a presença de couro e queijo, inusitadas ao leigo, mas presentes em cervejas de fermentação espontânea, como a belga Gueuze. Por fim, em “miscelânea” há a clássica presença de banana e goma de mascar, presentes em muitas Hefeweizen (cervejas de trigo). Notas de 1 a 10.

Aparência da cerveja

Base de um copo cerveja

Créditos: SonOfJordan

No campo da aparência, os seguintes quesitos são analisados: aparência inicial da espuma (tamanho e visual da mesma), cor e longevidade da espuma, formação de colarinho, claridade e presença de partículas no corpo, bem como a tonalidade do mesmo. Notas de 1 a 5.

Sabor inicial e final da cerveja

São analisados também sabor inicial e final. Nas escalas leve, moderado, forte e pesado, considera-se os quesitos dulçor, acidez, amargor, azedume (de vinagre), azedume (de leite azedo) e se apresenta gosto salgado. Leva-se também em conta a duração do final (curta, média ou longa). Notas de 1 a 10.

Paladar

No paladar, são levados em consideração “corpo” (leve, médio-leve, médio, médio-encorpado, ou encorpado), textura (seca, aguada, oleosa, cremosa e xaroposa), carbonatação (borbulhante, forte, suave e “choca”) e o final e sua respectiva sensação (metálica, com gosto de giz, adstringência (leve, moderada, forte ou pesada) e alcoólica (leve, moderada, forte ou pesada). Notas de 1 a 5.

Resultado Final

Macro da lata de cerveja

Créditos: Andreas Solberg

Com as 4 notas em mãos, faz-se uma média para ver a nota final da cerveja, que varia de 1 a 20.

Além desse processo, lembro-me que um leitor havia questionado alguns termos técnicos, entre eles, a CARBONATAÇÃO, que nada mais é que a “sensação de gás” sentida na língua quando o líquido toca a mesma. As diferentes intensidades podem ser consultadas no campo de análise do paladar, acima no texto.

Espero que o post tenha sido esclarecedor a respeito do processo e termos utilizados. Quaisquer dúvidas, estamos à disposição!

“Cheers!”

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Dr. Beer

Dr. Beer tem 27 anos e natural de Curitiba-PR. É jornalista formado na PUC-PR e atualmente é instrutor de informática. Adota a alcunha de "Dr-Beer", desde dezembro de 2007, quando o blog homônimo www.dr-beer.blogspot.com entrou no ar.

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3 brindes realizados no Post: "Dr. Beer: Detalhes sobre os termos usados"

  1. Rafael David balbuciou no dia 14/May/2009 às 16:51

    Boa tarde.
    Apenas 1 dúvida. . .

    “Com as 4 notas em mãos, faz-se uma média para ver a nota final da cerveja, que varia de 1 a 20.”

    Com esta nota em mãos como você converte este valor em “skols”?

    Obrigado.

  2. João balbuciou no dia 14/May/2009 às 18:59

    Ahn?

  3. Dr. Beer balbuciou no dia 14/May/2009 às 19:35

    Rafael,
    Ótima pergunta. Nesse caso, vale aquela máxima “uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa”. Esse formulário não é atrelado às notas em Skol devido ao fato de que haveria uma nota máxima (comentário feito por um internauta há alguns dias) e assim, no meu ponto de vista, esse “teto” deixaria as avaliações restritas em certo ponto. Explico: acredito que sempre haverá uma cerveja melhor, ou seja, o limite para notas mais altas é infinito, e como a folha de análise do Ratebeer engloba um overall de 1 a 20, vai de encontro àquela idéia. Voltando um pouco, a nota em Skol é gerada muito mais por feeling e comparações com outras cervejas do mesmo estilo (além da sensação de satisfação que a mesma me traz durante a degustação) que pela fria análise das notas captadas no formulário, que também cumpre uma função importante.
    Espero ter me feito entender, e concordo que tal distinção possa ser considerada como inconsistência, mas foi um modo que encontrei para fugir das restrições citadas acima.
    Ufa!




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