Estudante de Matemática e Engenharia Agrícola e Ambiental, apaixonado por uma boa cachaça e cerveja gelada, além de grande praticante de esportes de buteco, tendo como especialidade a sinuca.
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Vamos começar contando um pouco deste mito, ou melhor, desta cachaça mineira, como não poderia deixar de ser.cin
A cachaça artesanal Havana – Anísio Santiago é considerada por muitos a melhor pelo seu padrão de qualidade e pela escassez de sua oferta no mercado, foi capaz de conquistar consumidores da classe média e alta que sempre preferiram degustar bebidas importadas. A cachaça de Anísio Santiago fez tanto sucesso que se tornou produto mitológico. Quem tem uma garrafa guarda como se fosse um tesouro. É Consumida somente em ocasiões muito especiais.
Produzida em Salinas, Norte de Minas Gerais, desde a década de 1940, essa marca tornou-se símbolo da cachaça artesanal do País devido à sua qualidade e tradição. Com produção limitada e envelhecida por cerca de oito anos em tonéis de bálsamo, tornou-se rara no mercado, sendo disputada por degustadores e colecionadores do País e do exterior. Há quem diga que até Fidel guarda algumas garrafas.

A Havana é produzida na Fazenda Havana no Norte de Minas Gerais, possui seu próprio canavial, a cana utilizada na fabricação da cachaça é a Java, a cana cortada manualmente é moída no mesmo dia, o caldo extraído (garapa) é encaminhado para as dornas de fermentação. O alambique de cobre favorece a qualidade da cachaça, pois ajuda na eliminação de compostos sulfurosos, de aroma desagradável. O sistema de aquecimento da panela é alimentado com lenha e bagaço de cana. O vinho, resultado do processo de fermentação do caldo de cana (garapa) é levado ao alambique de cobre até o montante de duzentos e cinquenta litros (50% da capacidade do alambique), onde são condensados por resfriamento onde são produzidos cerca de 30 litros de cachaça.
Tonéis de madeira são aplicados aos principais destilado do mundo. Aprimora a qualidade sensorial do aroma e do paladar, agregando valor ao produto, com a Havana não é diferente, ela é envelhecida em tonéis de madeira bálsamo por muitos anos (em média 8), resultando em bebida de tom amarelo e gosto forte.

A teoria econômica define como produto de oferta inelástica aquela cuja quantidade ofertada no mercado permanece constante, independentemente da variação do preço e da demanda. A cachaça Havana – Anísio Santiago é produto que se encaixa neste conceito econômico de oferta e procura.
A sua demanda é reprimida pela oferta restrita no mercado. São comercializadas no MÁXIMO sete mil garrafas de 600 ml no mercado por ano. Com esse método reservado controla-se o estoque da cachaça (envelhecida) disponível para comercialização ao longo do ano. Com isso a cachaça tornou-se extremamente valorizada e muito cobiçada.

Seu Anísio Santiago segurando a cachaça
Mas qual o grande segredo dessa cachaça? Ninguém sabe! Mas a produção limitada por alambicada e o envelhecimento permitem o aprimoramento das características sensoriais da cachaça, tornando-a mais fina em aroma e paladar.

Tive a oportunidade de degustar a Havana algumas vezes e como toda boa cachaça, possui um aroma leve que não faz lacrimejar os olhos, o cheiro de madeira é bem evidente, me senti como se estivesse em uma carpintaria, ela escorre no copo e deixa uma marca como se fosse óleo. Ao entrar em contato com a boca se mostra uma cachaça forte, porém não é acida, ela é picante e deixa na boca um gosto agradável que provavelmente vem da madeira bálsamo dos tonéis onde é envelhecida.
Ao contrário das outras cachaças, ela não desce “rasgando”, desce macio e deixa um calor no peito. Recomendo a todos essa maravilhosa cachaça, que é orgulho dos Mineiros e também de todos nós Brasileiros.
Abaixo eu mando algumas informações úteis sobre a Havana:
Estudante de Matemática e Engenharia Agrícola e Ambiental, apaixonado por uma boa cachaça e cerveja gelada, além de grande praticante de esportes de buteco, tendo como especialidade a sinuca.
Outros artigos escritos por Mr. Absoluto
FaRa_Ho balbuciou no dia 05/Feb/2009 às 13:46
Assino os feeds e não tive como nao comentar sobre essa magnífica cachaça…
Possuo uns exemplares que bebo em ocasiões especiais, aliás, muito especiais…
Vale a pena desprender o valor informado (telvez não os $900) para apreciar o melhor aguardente do mundo.
Samir balbuciou no dia 05/Feb/2009 às 20:24
Valew Dono do bar pela oportunidade de divulgar um pouco do q Minas tem de melhor e ainda falar da minha bebida favorita, q é pouco apreciada!
@FaRa_Ho tem cachaçarias no estado de São Paulo q comercializam a dose da Havana-Anísio Santiago por 35 a 40 R$ e a garrafa chega a custar até 900 R$.
Allan Bic Jr. balbuciou no dia 05/Feb/2009 às 22:28
Meu, quando eu tomar isso quero ter orgasmos
hehehe e por esse preço terá que ser múltiplos…ehehe
Brincadeiras a parte, parece ser uma bebida de tanto…espero ter a oportunidade de prová-la um dia
Juscelino Silva balbuciou no dia 22/Aug/2009 às 11:16
Como trabalho com piscinas e aquecedor solar fui até a casa de do Sr. Gilberto Bitarães, aqui em Belo Horizonte numa visita técnica, lá entre umas e outras prosas ele convidou-me para uma lhe acompanhar numa bebidinha… acabei tomando algumas doses de havana e no final sobrou uma amizade.
Todos os dias à noite quando retorno do trabalho, faço minha última refeição ( ultra light), acompanhada de uma dose da branquinha. Confesso… É um momento de descontração e relachamento. Infelismente não é com Havana.
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